Projeto Base: saúde mental que transforma vidas
A favela também precisa ser escutada
A favela é território de resistência e construção coletiva; contudo, também carrega marcas profundas de desigualdade. Nesse cenário, quando o sofrimento psíquico não encontra espaço de acolhimento, tende a se transformar em silêncio, conflito e adoecimento.
É justamente nesse ponto sensível que o Projeto Base atua. Assim, oferece atendimento psicológico gratuito com profissionais capacitados e, além disso, garante um espaço seguro de escuta qualificada e orientação, fortalecendo vínculos e promovendo cuidado em saúde mental.
“Meu emocional estava um caos”
Maria Aparecida de Jesus, 58 anos, mãe de três filhos e moradora da comunidade atendida pelo projeto, relata que chegou à terapia em um momento crítico:
“Eu estava com muitos conflitos internos, problemas familiares no relacionamento com minhas filhas. Meu emocional e minha vida como um todo estavam um caos.”
Ela descreve que se sentia confusa, sem expectativas e com intensa vontade de desistir da própria vida. Já havia feito terapia anteriormente, mas precisou interromper por dificuldades financeiras.
“Eu sabia que, mais do que nunca, precisava de ajuda.”
O acesso gratuito foi determinante para que pudesse retomar o cuidado.
O resgate da autoestima
Com o acompanhamento psicológico, mudanças começaram a surgir gradualmente.
“Minha autoestima e meu amor-próprio começaram a voltar. Passei a me reconsiderar uma pessoa lutadora, forte e determinada à superação.”
Segundo Cida, o impacto da psicoterapia foi transformador:
“O resgate da autoestima retorna de forma crescente. A autoconfiança permite avaliar situações que antes pareciam sem saída como oportunidades de crescimento. As decisões deixam de ser só emocionais e passam a ser mais práticas.”
Ela destaca o papel do profissional como suporte fundamental:
“O terapeuta é um ponto de apoio. Posso desabafar sem repreensão, sabendo que a pessoa do outro lado me compreende.”
Autoconhecimento é liberdade
Ao definir o que a terapia representa em sua vida, Cida é direta:
“Autoconhecimento. E autoconhecimento é liberdade.”
Ela também chama atenção para o estigma ainda presente:
“Existem pessoas que resistem à terapia por acharem vergonhoso. Isso mostra como uma informação errada pode atrasar o crescimento físico, mental e até espiritual. Terapia hoje não é luxo, nem frescura. É uma oportunidade vital.”
Transformação que ultrapassa o indivíduo
Iniciativas como o Projeto Base demonstram que oferecer acesso gratuito à psicoterapia em territórios vulnerabilizados é uma estratégia concreta de transformação social.
Quando uma mãe resgata sua autoestima, fortalece sua identidade e recupera a esperança, o impacto reverbera na família, na comunidade e nas próximas gerações.
Saúde mental não é acessório. É base.
E, quando ela é garantida, vidas se reorganizam com mais consciência, autonomia e dignidade. Maria Aparecida afirma:
“O Projeto Base é um projeto fantástico e de utilidade pública gratuito, que busca estar presente na vida das pessoas que os procuram oferecendo profissionais em segmentos diferentes de forma gratuita, por um período até onde o indivíduo consiga caminhar com seus próprios pés.”
Conheça o Projeto Base: https://projetobaseosasco.ong.br/nossa-historia-ong-reduz-violencia-osasco-como-reduzir-violencia-osasco-projeto-para-osasco-crescer-crescimento-da-cidade-de-osasco-formacao-de-lideranca-em-osasco/