Governo dos EUA anunciam retirada de seis vacinas do calendário infantil
Nesta segunda-feira (5), o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA anunciou a retirada de seis vacinas do calendário infantil. As vacinas retiradas da lista de obrigatoriedades são as de gripe, hepatites A e B, rotavírus, meningococo (bactéria provocadora da meningite) e vírus sincicial respiratório (responsável pela maioria das infecções do trato respiratório inferior em bebês).
A mudança entra em vigor imediatamente e, agora, as vacinas serão aplicadas apenas em casos em que a criança se encontre em alto risco ou se houver recomendação médica.
Segundo o secretário da saúde estadunidense, Robert F. Kennedy Jr., a mudança no calendário de vacinação infantil obrigatória se deu para alinhar o país ao “consenso internacional” de vacinação pediátrica, usando a Dinamarca como parâmetro. Em postagem nas redes sociais, o presidente Donald Trump escreveu que “o calendário estava inflado”, mas os pais ficam livres para vacinar seus filhos.
A decisão do governo estadunidense causou revolta entre infectologistas e pesquisadores da área de saúde nos EUA. De acordo com o pediatra Sean O’Leary, o calendário de vacinas anteriormente estabelecido era o método mais eficaz para prevenir doenças graves e fatais entre a população, especialmente entre as crianças.
Além disso, pesquisadores da Universidade de Minnesota fizeram uma análise do calendário de vacinação e sistema de saúde da Dinamarca e apontaram que adotar as medidas tomadas pelo país europeu não condizem com a realidade estadunidense, o que acarretaria em sérios problemas para a saúde pública do país.
Vale lembrar que a vacina contra a covid-19 foi retirada do calendário obrigatório de vacinação infantil há alguns meses.